Author Archive for Maurício Penedo

15
ago
08

Resumo do Coletivo [15.08.2008]

Olá pessoal. Hoje exerci meu lado jornalístico e acompanhei o coletivo do Sport, no campo principal!

Fui comprar meus ingressos hoje, na Ilha, e aproveitei pra assistir o coletivo, vou tentar passar aqui mais ou menos as minhas impressões.

Nelsinho começou com: Magrão, Sidny, Igor, Durval, Dutra, Daniel, Moacir, F. Alex, Luciano, Bala e Ciro. Roger começou entre os reservas. Certamente uma atitude pra confundir, visto que Roger começou como titular ontem e fez os famosos 3 gols.

Do time titular, impressões positivas e negativas. Das negativas, Ciro, Bala e F. Alex. Das positivas, Sidny, Luciano e Joélson.

Falando primeiro dos pontos negativos.

Ciro me pareceu ainda atabalhoado, perdendo bolas bobas por falta de domínio. Tanto que depois do coletivo Nelsinho ficou do lado dele, dando instruções meticulosas sobre como se dominar uma bola, voltou váááárias vezes, deu uns esporros, e no final soltou um “isso, isso garoto“, depois de um tempo.

Durante o coletivo, Ciro perdeu uma grande chance, quando foi meter a bomba de direita, o bico do pé esquerdo tirou a bola, ou seja, ele perdeu pra ele mesmo. O ponto alto dele no coletivo foi como ele torra o saco dos zagueiros, sempre em cima, tanto que quase roubou a bola de Igor algumas vezes.

Bala, como sempre lento nos contra-ataques e improdutivo. Recebia a bola em velocidade e, ou tocava pra trás (hahaha) ou parava pra olhar o jogo, levando todos que assistiam ao treino soltarem um grande “aaahhh!!!!“. Depois, ficou com raiva porque Nelsinho o tirou do coletivo, isso já no final do 2º tempo, pra colocar Ciro entre os reservas.

F. Alex também pecou excessivamente pela lentidão. Ele tem um ótimo passe, mas sempre parece querer dar mais uma arrumada na bola, levou uns bons gritos de Nelsinho, que parava o treino a todo momento, principalmente em lances de escanteio e faltas perigosas perto da área.

Dos positivos, Sidny foi muito, muito bem no coletivo, apoiando sempre com muita qualidade, trocando bons passes com Bala, Moacir e Luciano. O passe, por falar nisso, me pareceu uma grande virtude dele, não me lembro de tê-lo visto errando esse fundamento. Outra coisa foi seu grande preparo físico, apoiava e voltava pra marcar, andava o campo todo.

Luciano nem tem o que dizer: Craque. Puxando o time titular pra frente, mas levou uma pancada e foi poupado, nada grave.

Joélson foi muito bem entre os reservas, e depois fez gol, quando estava no time titular. Movimentado-se bem e criando oportunidades, mas pecando na hora de finalizar.

No geral o coletivo foi fraco, com poucas chances de gol. As que apareceram, Enílton, Joélson e Ciro desperdiçaram. Curió fez um gol, depois da espanada péssima do 3º goleiro do Sport, e Joélson marcou, após bom contra-ataque.

Concluindo, gostei da quantidade de vezes que Nelsinho parou o coletivo para ajustar o posicionamento de cada jogador, e da atenção especial nas bolas paradas.

É isso.

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13
ago
08

E agora, Wilson?

Ele chegou.

Depois da busca insana e desenfreada por um atacante, a diretoria contratou Wilson, atacante jovem, de 23 anos, proveniente das categorias de base do Corínthians.

Boa parte da torcida tomou um susto, no sentido negativo da palavra. Esperavam alguém com mais bagagem e, principalmente, alguém com mais “nome”.

Mas olhando os meandros da História, pode-se entender melhor a chegada do rapaz:

Wilson chega com o aval de Nelsinho, que pediu sua contratação junto à diretoria do Sport. Nosso treinador é conhecido entre os torcedores em dar poucas oportunidades à jogadores que não foram indicados pelo mesmo. Isso, aliado à péssima fase de Roger, Enílton e Bala, soa como um alento.

Outra coisa. O susto da torcida do Sport é algo completamente normal, mas prestem atenção num fato interessante. NENHUM dos times que esteve classificado para a Libertadores montou seu time durante o brasileirão. Sabem por que? Porque em Janeiro abre a janela de transferências internacionais, e, segundo estudos, ocorre uma imigração de jogadores para o Brasil. Obviamente, é uma hora melhor para contratar.

E outra, montar um time caríssimo e sustentá-lo por 6 meses, com a pífia receita do brasileiro? Não mesmo.

Em Janeiro deveremos ter novidades boas. Basta ter paciência.

Ps. Wilson não tem nada a ver com a crise no ataque do Sport. Ele tem de ser apoiado ao máximo, para se aclimatar o mais rápido e dar certo aqui.

Ps.2. Boa Sorte, garoto, e vamos em frente

Ah, Guto chega semana que vem!

10
ago
08

Coritiba x Sport – Talvez o Melhor jogo do Ano

Olá, rubro-negros viajantes desse mundo hiper-real. Estamos a duas horas de um jogo duríssimo, bom de se ver, e que traz muitas lembranças aos torcedores do Sport. Vamos jogar contra um time que venceu suas duas últimas partidas, jogando fora de seu estádio, feito que o Sport ainda não conseguiu.

O time do Coritiba não é espetacular, mas também não é fraco, ele é equilibrado acima de tudo, qualidade almejada por 10 entre 10 treinadores brasileiros. Sem dúvida, uma equipe muito difícil de ser batida atualmente. E a que se deve isso? Respondo com 3 fatores:

1) Doríval Júnior.

2) Carlinhos Paraíba

3) Keirrison

As lembranças de que falei referem-se a Dorival. Se alguém tem memória por aqui (fato raro aos brasileiros, e aos torcedores do Sport em especial) deve constatar que, se vivemos essa ótima fase, esse ano sensacional, o processo de reconstrução do Sport começou com esse senhor. Dorival, talvez o treinador que melhor indique jogadores hoje, no Brasil, montou toda a base de trabalho que se tem hoje no Sport.

Montou também a base de caráter e dignidade que reina hoje dentro dos muros da Ilha. Dorival, será um bom reencontro. Muito azar pra você!

Falar sobre Carlinhos Paraíba soa lamentação. É, perdemos esse jogador por xenofobia futebolística. Uma pena… Já pensaram? Daniel Paulista-Moacir-Carlinhos Paraíba-Fumagalli? Ai ai.

Keirrison, assediado por 6 entre 7 times do Brasil e do exterior, tem o que dizer?

E nós? Pra resumir, não jogaremos com a clássica “bunda na parede”. Nosso treinador ousou, para seus paradigmas, e vai travar uma batalha muito interessante hoje.

Preparem-se, podemos estar a duas horas de um dos melhores jogos do campeonato brasileiro de 2008.

Ps. Olho em Hugo, atacante finalizador de extrema qualidade.

Ps2. A zaga do Coxa é péssima em jogadas aéreas. Luisinho e Durval, se liguem!

12
jul
08

Time Must Have A Stop

Olá, fiéis companheiros! Muito tempo sem escrever aqui!

Fui acometido por uma catapora fortíssima, estando ainda sob recuperação, mas já posso destilar meu veneno sórdido nessas linhas do mundo virtual.

O tempo deveria poder ser parado mesmo, deveríamos parar e pensar o que está dando errado. Como isso não pode ser feito, vamos analisar na correria mesmo. Isso mesmo, correria, porque amanhã tem clássico contra o fortíssimo e amedrontador time do Náutico.

O Sport, depois da ressaca da Copa do Brasil, entrou em total estado de letargia. Achou que o mundo tinha parado, e que a Libertadores –  que só começa no que vem, lembram? – resolveria todos os problemas do mundo, que o planeta era um lugar bonitinho e cute-cute e que o Sport viveria um eterno conto de fadas até Janeiro.

Não, não é assim. Pra começar, nosso time foi montado, contratado e estruturado para competições rápidas, do tipo mata-mata, e não para competições longas e desgastantes como é o campeonato brasileiro. Isso entram méritos e erros graves da diretoria e do treinador do Sport, Nelsinho Baptista. Um senhor que tem méritos incontestáveis dentro da Ilha do Retiro. Foi foi tricampeão pernambucano e conquistou o 2º título mais importante da história do clube, o da Copa do Brasil.

Isso faz dele um Deus, acima de tudo e de todos? Não. Ele é passível de críticas, e as está recebendo de forma merecida, devido as suas incontáveis incoerências, rodada após rodada dentro da competição.

Falar sobre como César foi sacado depois do erro contra o Figueirense, a má fase de Carlinhos e a sua não ida para o banco, e a falta de chances de jogadores que não tenham sido indicados pelo mesmo, são chover no molhado, que o digam Salinas e o volante Felipe. Já Fábio Gomes, ri à toa.

O que falta é postura! O time do Sport é limitado? Sim. Mas longe de ser um décimo sexto colocado numa competição nivelada como o brasileiro.

Nelsinho deu provas de sua postura na divulgação dos relacionados para o jogo de amanhã. Barrou Éverton, o Raúl (Real Madrid) do Sport, Luisinho Netto e Roger. Todos por uma deficiência técnica e uma improdutividade ímpares, e finalmente, ao que tudo indica, dará chance ao garoto Joélson, o único no Sport que merece a alcunha de atacante nos dias de hoje.

Todo torcedor um pouco mais bem informado sabe dos problemas do Sport, mas e daí? Somos torcedores de resultado? Amamos o resultado ou o nosso clube?

A partir dessa resposta, pensemos no nosso comportamento. Críticas devem ser construtivas e úteis. Criticar será sempre nosso direito, e apoiar, nossa mais gloriosa obrigação.

Avante!

15
jun
08

Tutorial de como se perder uma oportunidade.

Caros leitores, antes de tudo um muito obrigado pelo crescimento do Blog em número de pageviews, estamos realmente surpresos com o interesse que vocês estão demonstrando para com nosso trabalho. E não pisquem os olhos: mais novidades vêm por aí. Nosso Blog será totalmente reestruturado e terá novas seções, aguardem!

Bem, passado o momento do Oscar, vamos à crônica de hoje.

Um time numa fase espetacular. Um futebol ascendente; a torcida num apoio total e irrestrito; os meios de comunicação começando a olhar para tal equipe num misto de respeito e temor.

Depois de 20 anos, a volta à competição mais importante das Américas. chance de explosão profissional, melhores salários; visibilidade, respeito, maior fama.

Tudo isso foi oferecido ao meia Peter, que chegou no Sport há pouco mais de um mês. Recém recuperado de uma contusão e clinicamente aprovado pelo Depto. Médico do Sport, Peter chegou ao clube como uma esperança de atleta que viesse a ajudar a sanar o crônico problema do meio-campo do Sport: aquele cara que chegaria pra “colocar um ponto final”.

E tinha referências. Fez um campeonato brasileiro estupendo pelo Figueirense, em 2007. Aliando força física com uma técnica apurada (bons passes, chutes fortíssimos e certeiros de fora da área), Peter era uma aposta de muito bom valor. Empolgou muitos torcedores, inclusive esse, que vos escreve.

Mas logo na sua chegada, problemas: Peter chegou oito quilos acima de seu peso ideal, e começou um trabalho de perda de gordura. Mas logo na primeira noite, uma festa regada a muita bebida com outro jogador do Sport, o moribundo Jadílson, fez Peter começar a perder a confiança de diretoria.

Passadas semanas, mais de um mês, e ele teve uma oportunidade. Sua silhueta rechonchuda impressionou a todos. Resultado: Dispensado. Peter vai embora, meus amigos, onze, isso mesmo, onze quilos acima de seu peso ideal, sem crédito, respaldo, e perde a chance de sua vida de disputar uma competição internacional.

É, pessoal, algumas pessoas vêem o trem passar e acham que terão outra oportunidade. Geralmente, essas mesmas pessoas nasceram apenas para uma coisa: O fracasso.

14
jun
08

Figueirense 3 x 1 Sport

Luisinho Neto deve procurar tratamento. Qual? Não sei! Mas alguma coisa. É impressionante uma pessoa que tratava a bola com extrema maestria, sendo chamado de articulador do time no começo do ano, não acerte um passe de 2m e não voltar pra tentar recuperar a bola.

Bia pode chorar o quanto quiser, mas não dá. Esforçado ele é. Mas só isso não dá. Tem que ter alguma técnica, e isso ele não possui.

César não pode ser crucificado por nada. Aqueles erros acontecem, aliado a um gramado ruim. Ao menos comigo, tem todo o meu respaldo!

Fábios Gomes serve, no máximo, pra ser terceiro reserva, infelizmente. Disperso e pouco combativo, um erro crasso para um volante.

Luciano Henrique melhora a cada dia. Está se mostrando cada vez mais útil ao time. Participativo e combativo, a vaga dele é cada vez mais justificável.

Enílton melhorou bastante também. Dando cada vez mais mobilidade ao time, sempre que entra o time melhor consideravelmente.

Não posso dizer que Nelsinho errou na escalação, pois estava privado de alguns jogadores. Agora mudou muito mal. Tirar César foi terrível, e as outras alterações foram pífias.

Mas todos têm MUITO respaldo. O resultado de hoje foi compreensível. Agora, pra próxima rodada, as desculpas acabaram.

12
jun
08

O Retorno.

Pois bem, meus amigos, acabo de chegar da maior emoção de toda a minha existência. Dia: 11 de Junho. Local: Ilha do Retiro, Recife, Pernambuco (viu, Netto, pseudo-comentarista?). Horário de início: 21:50hs. Horário de término: NUNCA.

A emoção de ser campeão da Copa do Brasil para o Sport foi maior do que para os outros clubes. Megalomanismo rubro-negro? Não, e explico o porquê.

Esse embate com o Corínthians foi muito mais que uma partida de futebol. Foi um duelo de afirmação da região Nordeste frente ao constante e claríssimo preconceito da região sul/sudeste-maravilha para conosco. Vencemos no peito, na raça, como sempre, aliás. Mas, deixando de lado essas politicagens toscas, vamos ao jogo!

Entrei de 19hs na arquibancada, onde já não havia espaço para um mosquito diet. Fui me arrumando, até que achei um local razoável para assistir ao espetáculo. Mas antes mesmo do jogo começar, algo me incomodava: O absurdo nervosismo da torcida. Todos roendo as unhas, isso às 20hs! Todos com semblantes sérios, preocupados. Todos pensando “é hoje! Será que dá?

Pois bem. Na entrada triunfal do Sport em campo, parecia que a torcida tinha voltado ao normal. Parecia. Não gritava, não apoiava, apenas em raros momentos. E eu me incluo nisso. O ar parecia que não vinha à boca. Todos tensos, muito tensos. Apenas observando a cada passe, cada tentativa dos guerreiros rubro-negros.

Foi quando eu olhei para uma garota que estava vendo o jogo, do meu lado. Ela tinha 13 anos, e me disse o seguinte. “Calma, iremos vencer de 2 x 0″‘. Três minutos depois, o gol mais merecido para um jogador nos últimos tempos: Bala, era gol do Sport, 1 x 0.

Ainda sim, a torcida custava a acreditar que realmente se encaminhava para uma conquista histórica. Todos os anseios estavam se confirmando. E 4 minutos depois, o tão propalado goleiro Felipe, não conseguiu pegar um chute mascado do hoje, ótimo Luciano Henrique. 2 x 0.

O resto, meus amigos, é História. Sim, com “H” maiúsculo. O que se fez e se viu ontem, na Ilha do Retiro, ficará marcado como uma conquista de um clube de futebol, que refletirá na auto-estima de um povo sempre tão massacrado e sem oportunidades.

Sempre tivemos orgulho de sermos nordestinos, mas agora, o povo “lá de baixo” vai começar a repensar seus conceitos… E eles que não se cuidem, para não ter inveja.

Muito obrigado, guerreiros. Somos campeões.

Pra resumir? J U S T I Ç A.




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