Caros leitores, antes de tudo um muito obrigado pelo crescimento do Blog em número de pageviews, estamos realmente surpresos com o interesse que vocês estão demonstrando para com nosso trabalho. E não pisquem os olhos: mais novidades vêm por aí. Nosso Blog será totalmente reestruturado e terá novas seções, aguardem!
Bem, passado o momento do Oscar, vamos à crônica de hoje.
Um time numa fase espetacular. Um futebol ascendente; a torcida num apoio total e irrestrito; os meios de comunicação começando a olhar para tal equipe num misto de respeito e temor.
Depois de 20 anos, a volta à competição mais importante das Américas. chance de explosão profissional, melhores salários; visibilidade, respeito, maior fama.
Tudo isso foi oferecido ao meia Peter, que chegou no Sport há pouco mais de um mês. Recém recuperado de uma contusão e clinicamente aprovado pelo Depto. Médico do Sport, Peter chegou ao clube como uma esperança de atleta que viesse a ajudar a sanar o crônico problema do meio-campo do Sport: aquele cara que chegaria pra “colocar um ponto final”.
E tinha referências. Fez um campeonato brasileiro estupendo pelo Figueirense, em 2007. Aliando força física com uma técnica apurada (bons passes, chutes fortíssimos e certeiros de fora da área), Peter era uma aposta de muito bom valor. Empolgou muitos torcedores, inclusive esse, que vos escreve.
Mas logo na sua chegada, problemas: Peter chegou oito quilos acima de seu peso ideal, e começou um trabalho de perda de gordura. Mas logo na primeira noite, uma festa regada a muita bebida com outro jogador do Sport, o moribundo Jadílson, fez Peter começar a perder a confiança de diretoria.
Passadas semanas, mais de um mês, e ele teve uma oportunidade. Sua silhueta rechonchuda impressionou a todos. Resultado: Dispensado. Peter vai embora, meus amigos, onze, isso mesmo, onze quilos acima de seu peso ideal, sem crédito, respaldo, e perde a chance de sua vida de disputar uma competição internacional.
É, pessoal, algumas pessoas vêem o trem passar e acham que terão outra oportunidade. Geralmente, essas mesmas pessoas nasceram apenas para uma coisa: O fracasso.
Eles comentaram, E VOCÊ? Participe!