Pois bem, meus amigos, acabo de chegar da maior emoção de toda a minha existência. Dia: 11 de Junho. Local: Ilha do Retiro, Recife, Pernambuco (viu, Netto, pseudo-comentarista?). Horário de início: 21:50hs. Horário de término: NUNCA.
A emoção de ser campeão da Copa do Brasil para o Sport foi maior do que para os outros clubes. Megalomanismo rubro-negro? Não, e explico o porquê.
Esse embate com o Corínthians foi muito mais que uma partida de futebol. Foi um duelo de afirmação da região Nordeste frente ao constante e claríssimo preconceito da região sul/sudeste-maravilha para conosco. Vencemos no peito, na raça, como sempre, aliás. Mas, deixando de lado essas politicagens toscas, vamos ao jogo!
Entrei de 19hs na arquibancada, onde já não havia espaço para um mosquito diet. Fui me arrumando, até que achei um local razoável para assistir ao espetáculo. Mas antes mesmo do jogo começar, algo me incomodava: O absurdo nervosismo da torcida. Todos roendo as unhas, isso às 20hs! Todos com semblantes sérios, preocupados. Todos pensando “é hoje! Será que dá?“
Pois bem. Na entrada triunfal do Sport em campo, parecia que a torcida tinha voltado ao normal. Parecia. Não gritava, não apoiava, apenas em raros momentos. E eu me incluo nisso. O ar parecia que não vinha à boca. Todos tensos, muito tensos. Apenas observando a cada passe, cada tentativa dos guerreiros rubro-negros.
Foi quando eu olhei para uma garota que estava vendo o jogo, do meu lado. Ela tinha 13 anos, e me disse o seguinte. “Calma, iremos vencer de 2 x 0″‘. Três minutos depois, o gol mais merecido para um jogador nos últimos tempos: Bala, era gol do Sport, 1 x 0.
Ainda sim, a torcida custava a acreditar que realmente se encaminhava para uma conquista histórica. Todos os anseios estavam se confirmando. E 4 minutos depois, o tão propalado goleiro Felipe, não conseguiu pegar um chute mascado do hoje, ótimo Luciano Henrique. 2 x 0.
O resto, meus amigos, é História. Sim, com “H” maiúsculo. O que se fez e se viu ontem, na Ilha do Retiro, ficará marcado como uma conquista de um clube de futebol, que refletirá na auto-estima de um povo sempre tão massacrado e sem oportunidades.
Sempre tivemos orgulho de sermos nordestinos, mas agora, o povo “lá de baixo” vai começar a repensar seus conceitos… E eles que não se cuidem, para não ter inveja.
Muito obrigado, guerreiros. Somos campeões.
Pra resumir? J U S T I Ç A.
Eles comentaram, E VOCÊ? Participe!